Infelizmente, os meus encontros com o sexismo são tantos que nem me recordo de quantos foram (penso que não foram mais as ocorrências, porque (1)não estou dentro dos padrões de beleza estabelecidos pela sociedade, (2) sou de estatura pequena e há quem me confunda com uma criança, o que nunca foi impedimento para outras pessoas). Lembro-me porem de alguns:
com 9 anos, fui apalpada por um colega de turma e ainda hoje sinto nojo quando penso nesse momento.
com 15 anos, colegas de turma (rapazes e raparigas) acham normal dar, de vez em quando, umas bofetadas no meu rabo. Esta situação mudou quando ameacei colocar um alfinete no bolso de trás das calças. (Há casos que necessitam de medidas drásticas.)
com 19 ou 20 anos, ia no autocarro em pé e um homem (com idade para ser meu avó) roçou-se em mim, com a desculpa de não haver espaço, até pediu “com licença”. Só depois de acontecer é que me apercebi do que ele tinha feito. Mais uma vez ainda sinto a repulsa desse momento.
Fora isso, são as situações “normais”: buzinas de carros, homens que nos perseguem com o olhar, “olá, princesa”, assobios,…

























